Foi durante a terrível luta dos nacionalistas espanhóis contra os comunistas de 1936 a 1939, que perguntaram: Que faz aquela senhora no meio da estrada com aquele menino no colo?

Publicado no dia 18 Maio 2017

18.05.2017 -

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Foi durante a terrível luta dos nacionalistas espanhóis contra os comunistas de 1936 a 1939. O bravo general Queipo de Llano apoderou-se  com apenas 200 homens da grande cidade de Sevilha. Lançou logo pedidos aéreos de socorro a Málaga, Madrid e Toledo. Não obteve respostas.

O povo estava apavorado, pois tivera aviso que avançava contra a cidade uma coluna de vinte caminhões  carregados de dinamite para destruírem tudo como os vermelhos já tinham feito em outros lugares. Os poucos homens não poderiam resistir às forças muitos maiores e por isso a população recorreu com profundo fervor à imagem milagrosa de Nossa Senhora, que tanto se venera na catedral de Sevilha.

O general mandou um punhado de bravos ao encontro dos caminhões e eles, em distancia de poucos quilômetros, se esconderam no bosque ao lado da estrada dispostos a sacrificar a vida. Logo depois ouviram no bosque o rumor dos motores que se aproximavam.

De repente, já perto, pararam. E ouvia-se distintamente uma voz que gritava:

“Que faz aquela senhora no meio da estrada com aquele menino no colo? Que vá embora!”

Outros gritavam:

“Se ela não for esmaguemo-la com o primeiro caminhão!”

Os homens escondidos ouviram tudo, mas nada enxergaram, a não ser os caminhões parados e os choferes raivosos a gesticular.

Então o comandante deu a ordem para assaltá-los e prende-los. Conseguiram-no com facilidade. Algemados, foram levados à cidade. No caminho perguntara-nos por que  paravam. Ao que responderam:

– Diante do carro da frente estava uma senhora linda com um menino nos braços e não quis dar-nos passagem.

– Quem era?

– Na sabemos, mas tinha um aspecto assustador.

– Mas que vos importava uma senhora a vós que matastes tantos homens mulheres e crianças?

– Nós mesmo não sabíamos explicar. A senhora estava no meio da estrada, firme como uma estátua e nos olhava com grande severidade. Com os vossos primeiros tiros ela desapareceu.

– Para aonde?

– Quem sabe?

Poucos dias depois era véspera da festa da Assunção, e catedral se procedeu com toda a solenidade à vestição da imagem milagrosa com as ricas alfaias que eram guardadas com o maior cuidado nos armários da igreja. Mas, eis que com assombro imenso estavam gastas as sandálias, como de uma longa caminhada em estrada áspera; as meias, sujas de terra, as vestes desfiadas e cheias de pó.

A tal vista o povo exclamou: “Milagre!” Pois compreendiam que ela fora aquela senhora que impedira a entrada na cidade daqueles malvados comunistas.

O jubilo foi imenso. Todos agradeceram à Virgem o extraordinário favor!

Como Maria Santíssima é boa!

Por Frei Cancio Berri

Fonte: http://catolicosribeiraopreto.com