Sinal dos tempos: Moradores de rua são tratados como praga urbana em Curitiba

Publicado no dia 10 Novembro 2017

09.11.2017 - Nota de www.rainhamaria.com.br

Diz na Sagrada Escritura:

"E, ante o progresso crescente da iniqüidade, a caridade de muitos esfriará" (São Mateus 24,12).

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Moradores de rua são tratados como praga urbana em Curitiba.

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O número de moradores de rua em Curitiba parece aumentar a cada dia. Sobretudo na região central, é cada vez mais comum ver pessoas vivendo sob marquises, pontos e terminais de ônibus. Para tentarem se livrar do problema, muitos prédios passaram a investir na instalação de pontas de ferro, grades, vasos e até encanamentos, que deixam o chão molhado, evitando que as pessoas fiquem ali.

O pedreiro Milton Alves Filho, que vive nas ruas da capital paranaense, diz que já levou um susto. "Eles esperam você deitar. Quando a gente deita, eles ligam aquela água. É um chuveiro", conta o homem, que se considera vítima de preconceito e humilhação. "Meu Deus do céu, que ser humano que é esse, que tem a coragem de por esses pregos, esses ferros, mandar instalar esses canos que são cheios de furos, para molhar o morador de rua?", questiona.

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Por outro lado, quem mora ou trabalha em locais com concentração de pessoas em situação de rua, diz que o problema não reside apenas na quantidade de gente vivendo assim, mas também nas sensações de sujeira e violência que elas trazem.

Em um prédio da Avenida Sete de Setembro, por exemplo, um grupo acampou sob a marquise. Uma moradora da região, que preferiu não se identificar, diz que a situação está insustentável. "O que incomoda é a sujeira, que eles fazem as necessidades na porta do prédio, eles fazem as necessidades na porta da garagem", conta.

Ela diz que reconhece o direito dos moradores de rua. "Eles têm o direito de estar também onde eles querem. Mas eu, olha, eu também me sinto no direito de ir e vir, de sair, de ter segurança, então acho que isso é importante para todo mundo", avalia.

Uma comerciante da região diz que trabalha sempre com as portas trancadas, por segurança. "É uma segurança para a gente estar sempre trancada [a porta], até para os nossos clientes, quando vêm também. A gente sente sempre o cheiro de maconha, de álcool. Eles bebem bastante, fumam bastante", conta.

Para quem vive na cidade, o problema parece sem solução, nem planejamento do Poder Público. Nem o número de gente que mora nas vias públicas de Curitiba é conclusivo. Enquanto a Fundação de Ação Social (FAS) afirma que há cerca de 1,8 mil pessoas morando nas ruas da capital paranaense, a associação que representa os moradores de rua diz que são, pelo menos, 5 mil.

O procurador do Ministério Público do Paraná, Olympio de Sá Sotto Maior, diz que a entidade é contra a instalação desse tipo de equipamento nas vias públicas, para a redução dos moradores de rua. "Não é possível se colocar nada na via pública que possa significar um obstáculo à permanência dessas pessoas, em um local que é público", afirma.

A Prefeitura de Curitiba também se posiciona contra os itens. A Fundação de Ação Social (FAS) diz que oferece uma série de serviços para essas pessoas. "Com certeza, não concordamos com isso, porque a nossa política de assistência social é uma política que prima pela dignidade humana, pelo respeito às pessoas", diz a assessora de planejamento da FAS, Roberta Borges Mello. Fonte: G1

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Nota de www.rainhamaria.com.br

Diz na Sagrada Escritura:

"O Senhor dizia: julgai segundo a verdadeira justiça; cada um de vós tenha bom coração e seja compassivo para com o seu irmão. Não oprimais a viúva nem o órfão, nem o estrangeiro, nem o pobre...

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...e não trameis em vossos corações maus desígnios uns contra os outros. Eles, porém, não quiseram escutar: voltaram-me as costas, revoltados, e taparam os ouvidos para nada ouvir. Endureceram o seu coração como um diamante, para não entenderem as instruções e as palavras que o Senhor dos exércitos lhes dirigia pelo seu Espírito, por meio dos antigos profetas. Por isso o Senhor dos exércitos indignou-se vivamente contra eles". (Zacarias 7, 9-12)

"Todos eles amam as dádivas e andam atrás do proveito próprio; não fazem justiça ao órfão, e a causa da viúva não é evocada diante deles.

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Por isso eis o que diz o Senhor, Deus dos exércitos, o Poderoso de Israel: Ah! eu tirarei satisfação de meus adversários, e me vingarei de meus inimigos. Voltarei minha mão contra ti, e te purificarei no crisol, e eliminarei de ti todo o chumbo. Os rebeldes e os pecadores serão destruídos juntamente, e aqueles que abandonam o Senhor perecerão. O homem forte será a estopa. e sua obra, a faísca; eles arderão sem que ninguém possa extinguir". (Isaías 1)

"Porque conheço o número de vossos crimes e a gravidade de vossos pecados, opressores do justo, exatores de dádivas, violadores do direito dos pobres em juízo". (Amós 5, 12)

"Ouvi isto, exploradores do necessitado, opressores dos pobres do país!" (Amós 8, 4)

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"Portanto, eis o que diz o Senhor Deus: meus servos comerão e vós tereis fome, meus servos beberão e vós tereis sede, meus servos se rejubilarão e vós ficareis envergonhados, meus servos cantarão na alegria de seu coração, e vós vos lamentareis com o coração angustiado, rugireis com a alma em desespero.

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Vosso nome ficará como um termo de maldição entre meus eleitos: (Que o Senhor Deus te faça morrer!) enquanto meus servos receberão um novo nome. Aquele que desejar ser abençoado na terra, desejará sê-lo pelo Deus fiel, e aquele que jurar na terra, jurará pelo Deus fiel, porque as desgraças de outrora serão esquecidas, já não lhes volverão ao espírito. Pois eu vou criar novos céus, e uma nova terra; o passado já não será lembrado, já não volverá ao espírito, mas será experimentada a alegria e a felicidade eterna daquilo que vou criar. Pois vou criar uma Jerusalém destinada à alegria, e seu povo ao júbilo.  (Isaías 65)

"Em verdade vos digo: no dia do juízo haverá mais indulgência com Sodoma e Gomorra que com aquela cidade. Não julgueis que vim trazer a paz à terra. Vim trazer não a paz, mas a espada". (São Mateus 10, 15 e 34)

"...porque seus pecados se acumularam até o céu, e Deus se lembrou das suas injustiças". (Apocalipse 18, 5)