A audácia de São Jorge no Senado Romano

Publicado no dia 23 Abril 2019

23.04.2019 -

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Os primeiros séculos do cristianismo foram caracterizados por fortes perseguições, especialmente por parte do Império Romano. Decorria uma sessão do Senado Romano, na presença do Imperador Diocleciano, cujo propósito era encontrar a maneira mais eficaz de perseguir os Cristãos. São Jorge, cavaleiro ilustre e cristão desde criança, levantou-se e proferiu uma intervenção que espantou todo o Senado. O texto encontra-se nas actas martiriais do Santo.

São Jorge: “Por que razão, invencibilíssimo Imperador, Ilustre Senado, Generosos e Nobres Cavaleiros, mudando o vosso costume de obedecer e manter as Leis, agora ordenais uma Lei tão injusta e perniciosa contra os Cristãos, que são gente virtuosa, santa, justa e digna de toda veneração e respeito. Quereis, vós, talvez, que eles adorem os vossos ídolos. E se estes não são deuses, por que quereis que eles os adorem? Aqueles que os adoram são cegos; não sabem que apenas Jesus Cristo, com o Seu Eterno Pai e com o Espírito Santo, é o verdadeiro Deus que se deve adorar, pelo qual todas as coisas são feitas e governadas. Muito melhor faríeis se, deixando a vossa cegueira, abrísseis os vossos olhos e adorásseis Jesus Cristo do que perseguir os Cristãos e querer fazê-los adorar à força os vossos falsos deuses”.

Magnezio (Cônsul): “Quem és tu? E qual é o teu nome?”

São Jorge: "O meu principal Nome é Cristão, e aqueles que me conhecem me chamam Jorge. Nasci na Capadócia e sou Nobre e tenho por ofício ser Tribuno dos cavalos do Exército do Imperador."

Magnezio: “Quem te autorizou a falar assim livremente e com tanta audácia?”

São Jorge: “A Verdade.”

Magnezio: “O que é a Verdade?”, perguntou o Cônsul [10].

São Jorge: “A Verdade é Cristo, que vós, idólatras, perseguis.”

Magnezio: “Então, você é Cristão”, disse Magnezio.

São Jorge: “Eu sou Servo de Jesus Cristo, e, confiando n’Ele, quis dar testemunho da Verdade, no meio deste famoso Colégio.”

Imperador Diocleciano: “Eu não sei, ó Jorge, que loucura é esta tua de me contradizer, sabendo aquilo que fiz por ti, porque, conhecendo eu a Nobreza do teu sangue, e vendo a tua graça e destreza, te honrei fazendo-te Tribuno, e pensava de te dar ofícios maiores, coisas que tu alteraste todas presentemente. Eu te aconselho, como pai, e te advirto, como senhor, que deixes a tua má opinião e adores a nossos deuses, se não quiseres perder tudo aquilo que ganhaste até agora, e, junto, a vida.”

São Jorge: “Quisera Deus que tu, Imperador, tomasses conselho que para teu bem te dá o teu fiel servo, o qual é este: que, deixando de adorares aos falsos deuses, adorasses Jesus Cristo, verdadeiro Deus, o que seria salutar para o Império e para as almas também”.

Depois de várias torturas e maus-tratos, São Jorge acabou por ser martirizado enquanto o Santo pedia a Deus que perdoasse os que lhe viriam a cortar a cabeça.

.A fé deste servo de Deus era tamanha que muitas pessoas passaram a crer em Jesus e confessá-Lo como Senhor, por intermédio do testemunho e da pregação do jovem soldado romano.

Jorge, então, foi degolado em 23 de abril de 303, por ordem de Diocleciano. “Logo, a devoção a ‘São’ Jorge tornou-se popular. Celebrações e petições a imagens que o representavam se espalharam pelo Oriente e, depois das Cruzadas, tiveram grande entrada no Ocidente”.

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“A imagem de São Jorge é representada por um jovem vestido com uma armadura, sentado em um cavalo branco com uma lança atravessando o dragão, pois o santo é imortalizado no ‘conto’ em que mata um dragão”.

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“Ao olhar para São Jorge possamos, a exemplo dele, lutar contra o dragão do mal para sermos vencedores nesta batalha contra os questionamentos da nossa fé”.

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