Bispo chinês preso por 23 anos: De que valeu o “acordo provisório” Vaticano-China?

Publicado no dia 14 Maio 2019

14.05.2019 -

Beijing, China, 8 de maio de 2019, (CNA) reproduz as declarações de Su Tianyou, sobrinho do bispo D. James Su Zhimin, de Baoding, na província chinesa de Hebei, a sudoeste de Pequim: “O paradeiro dele é desconhecido e nem sei se ele está vivo ou não. Eu estou em lágrimas toda vez que penso neste homem de 87 anos. Por favor, orem por ele”.

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“Em 1996, o bispo (James Su Zhimin) foi preso durante uma procissão e acusado de realizar atividades religiosas “não registradas”: Su recusou-se a ingressar na Associação Patriótica Católica Chinesa”, que é a igreja do Partido Comunista Chinês.

Preso por ser fiel à Roma 

“Antes de ser preso em 1996, o Bispo Su Zhimin foi detido e mantido por 26 anos em prisões ou campos de trabalho forçado. O governo chinês o considerou “contra-revolucionário” porque, desde a década de 1950, ele se recusou a ingressar na Associação Patriótica”, diz a Comissão de Direitos Humanos.

Su teria escapado da detenção chinesa em 1997, mas foi preso novamente. “Em novembro de 2003, sua família o descobriu por acaso em um hospital em Baoding, cercado pela polícia e pela segurança pública. Ele não foi ouvido ou visto desde então, apesar de repetidos questionamentos internacionais”, segundo a Comissão de Direitos Humanos”.

Denúncias da Comissão sobre Liberdade Religiosa Internacional

“O último relatório da Comissão sobre Liberdade Religiosa Internacional dos EUA (USCIRF), divulgado em 29 de abril, observou que, apesar do acordo do ano passado no Vaticano sobre a nomeação de bispos, “a repressão da Igreja Católica clandestina aumentou durante a segunda metade do ano””.

“A comissão, conhecida como USCIRF, é um grupo bipartidário que assessora o Presidente, o Congresso e o Secretário de Estado sobre questões internacionais de liberdade religiosa”.“

“Poucos dias depois de o Vaticano negociar seu acordo, os chineses (do Partido Comunista) o usaram como cobertura para embarcar no fechamento de várias das maiores e mais proeminentes comunidades não registradas da nação“, escreveu (um dos comissários Johnnie) Moore, acrescentando que o “Vaticano cometeu um erro terrível, que deve levar a sério. Este desastre deve ser tratado com urgência e seriedade ””.

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Declarações do bispo de Hong Kong

“Em outubro de 2018, o bispo de Hong Kong, Michael Yeung, disse que sua diocese continuava a rezar por Su e esperava sua libertação. “Se ele está na prisão, ou mantido em segredo em algum outro lugar, ou se ele já morreu, ninguém realmente sabe”, disse Yeung à Reuters”.

Fonte: www.catholicnewsagency.com  via  ipco.org.br