Padre Divino Antônio Lopes: Ninguém fugirá do Tribunal de Deus. o Juiz será implacável. Ele dirá sem rodeios - "Presta-me conta da vida que te dei.

Publicado no dia 22 Novembro 2019

Onde está o bem que fizeste em vinte, trinta, quarenta, cinquenta, oitenta anos?"

21.11.2019 -

n/d

03 de outubro de 2013

Apresentação

Prezado leitor, leia e medite cada pensamento deste livrete, pois o tempo urge e a morte não espera: “Vós também, ficai preparados, porque o Filho do Homem virá numa hora que não pensais” (Lc 12, 40).

Filhos e Filhas da Paixão de Nosso Senhor  Jesus Cristo e das Dores de Maria Santíssima.

01

Você foi criado por Deus, mas não é obrigado a se salvar... o Criador te criou livre... com livre arbítrio, isto é, pode escolher o bem ou o mal. Você pode fugir da igreja, do confessionário, das aulas de catequese... pode até zombar da religião. Mas não poderá fugir do Tribunal de Deus. Querendo ou não, esperneando ou embirrando, gritando ou gemendo, sapateando ou rastejando... terá que comparecer diante do Tribunal de Deus. Não somente você, mas todos... todos: homens e mulheres: “E como é um fato que os homens  devem morrer uma só vez, depois do que vem um julgamento” (Hb 9, 27).

02

Ninguém fugirá do Tribunal de Deus: seja santo ou pecador... todos comparecerão para prestarem contas de suas ações... boas ou más: “Porquanto todos nós teremos de comparecer manifestamente perante o tribunal de Cristo, a fim de que cada um receba a retribuição do que tiver feito durante a sua vida no corpo, seja para o bem, seja para o mal” (2 Cor 5, 10).

03

Logo após a morte, a nossa alma, imortal e espiritual, comparecerá diante do Tribunal de Deus para ser julgada. O corpo ainda está sendo velado, mas a alma já foi julgada... julgada sobre o quê? Sobre os pecados passados cometidos no claro ou no escuro... dentro do banheiro ou numa praça pública. Será julgada sobre o bem que deixou de fazer e sobre o mal que praticou! Tudo será submetido a um exame rigoroso! “E acontecerá, naquele tempo, que eu esquadrinharei Jerusalém com lanternas” (Sf 1, 12).

04

A alma será julgada por quem? Por um juiz mortal que aceita propina e gorjeta? Que comprou o diploma de direito? Que cochila ou graceja em pleno tribunal?  Não! O Juiz será Jesus Cristo, Deus e Homem verdadeiro... o Deus da verdade: “... mentira nenhuma foi achada em sua boca” (1 Pd 2, 22).

05

Será que os espertalhões, golpistas, velhacos, trapaceiros e enganadores conseguirão engabelar o divino Juiz? Não! Nosso Senhor Jesus Cristo conhece todos os pecados cometidos... mesmo os mais escondidos e secretos, pois diante de seus olhos foram cometidos:  “A luz da lâmpada penetra todos os recantos da casa” (Mendoza).

06

O Julgamento será demorado? Será como a fila do banco... de uma casa lotérica... do caixa de um supermercado... da bilheteria de um estádio de futebol? Não! Será tudo muito rápido! Mais rápido que um relâmpago... que um piscar de olhos: “A execução do Juízo é, portanto, instantânea” (Monge Edouard Clerc).

07

Jesus Cristo, divino Juiz, usará de misericórdia com o pecador no dia do Juízo? Não! A sua misericórdia é infinita, porém, naquela hora oculta-a para dar lugar à justiça. Se ultrapassar o momento da morte nas trevas, irá para a perdição: “As almas dos que morrem em estado de pecado mortal vão ao inferno” (Benedito XII).

08

Deus é amor! Ele nos ama com amor infinito... ama também as almas que estão nas chamas do inferno. Em Deus, a Justiça e a Misericórdia estão perfeitamente unidas. Para ter Jesus Cristo por amigo na hora do Juízo, é preciso ser amigo d’Ele durante essa vida terrena: “... a única desgraça irreparável é encontrar-se, um dia, sem arrependimento, diante da Face que perdoa” (Georges Bernanos).

09

A pessoa que ama apaixonadamente a Deus comparecerá confiante diante do seu Tribunal... porque o Amor Eterno jamais desprezará  um coração inflamado de amor por Ele: “Não me causa tanto espanto o juízo, pois eu não creio que as almas que tomaram e escolheram Jesus como dono de seu coração sejam repelidas. Um esposo tem compaixão de sua esposa” (Santa Teresa dos Andes).

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As pessoas que não amaram a Deus durante essa vida terrena terão uma terrível e amarga surpresa na hora do Julgamento, porque não levaram consigo a lâmpada acesa do amor... faltou correspondência: “É altamente consolador ser amado por Deus, mas também é assustador ser amado por Deus e não O amar” (Pe. Luiz Fernando Cintra).

11

Na hora do Juízo Particular decide tudo: Céu, Inferno ou Purgatório. Esse Tribunal de Deus é sem apelação, recurso e remédio: “Se a sentença for condenatória, não há esperança de renová-la em tribunal de segunda instância. Não é aquela hora de perdão, mas sim de justiça!” (Pe. Alexandrino Monteiro).

12

Não estamos nesse mundo para sempre... cada dia que passa  aproximamo-nos do Juízo Particular. Esse dia será terrível para todos... é o dia da retribuição para todos: “... é o momento para o qual fomos vivendo todos estes anos na terra, o momento para o qual toda a vida esteve orientada” (Pe. Leo J. Trese).

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Infeliz da pessoa que passa a vida terrena preocupada somente em se desfrutar das coisas caducas. O que a mesma dirá a Deus na hora do Julgamento? Naquela hora terrível, a sua alma se vê como Deus a vê, em estado de graça ou em pecado, com amor a Deus ou rejeitando-O, e, consequentemente, sabe qual será o seu destino segundo a infinita justiça divina: “Este destino é irrevogável. O tempo de prova e de preparação terminou. A misericórdia divina fez tudo quando podia; agora prevalece a justiça de Deus” (Pe. Leo J. Trese).

14

Não brinque com coisa séria! Cada segundo que passa estamos correndo apressadamente para o Juízo Particular... Deus não fará vistas grossas; por isso, faça o bem enquanto é tempo e evite tudo o que desagrada a Jesus Cristo, divino Juiz: “E se chamais Pai aquele que com imparcialidade julga a cada um de acordo com as suas obras, portai-vos com temor durante o tempo do vosso exílio” (1 Pd 1, 17).

15

É grande estupidez e monstruosa rebeldia voltar as costas para os mandamentos da Lei de Deus para seguir a voz da carne, o demônio e as máximas do mundo. Quem assim procede será reprovado na hora do terrível Juízo: “Ora, com tua obstinação e com teu coração impenitente estás acumulando ira para o dia da ira e da revelação da justa sentença de Deus, que retribuirá a cada um segundo suas obras” (Rm 2, 5-6).

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O Juízo pode ser chamado: a hora da verdade! Os mentirosos e falsos tremerão de pavor: “Sim, extraviamo-nos do caminho da verdade” (Sb 5, 6). A consciência será invadida pela luz do divino Juiz. Nenhum ângulo ficará na sombra... nenhuma página da vida ficará obscura... todas as máscaras cairão.

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Na hora do Juízo, nada ficará escondido... uma grande claridade... um grande “flash” colocará tudo às claras: a traição no matrimônio, o aborto feito numa sala escondida, os namoros no escuro, as masturbações no banheiro, os assassinatos pelas costas, os roubos, as calúnias... tudo será muito bem “pesado”: “Mesmo as trevas para vós não são escuras, a própria noite resplandece como o dia, e a escuridão é tão brilhante como a luz” (Sl 138, 12).

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O Juiz será implacável! Foi manso e paciente durante a sua vida aqui na terra... mas no Juízo será implacável. Ele dirá sem rodeios: Presta-me conta da vida que te dei. Onde está o bem que fizeste em vinte, trinta, quarenta, cinquenta, oitenta anos? Presta-me conta das minhas boas inspirações. Presta-me conta da tua família. Presta-me conta dos meus sacramentos. Presta-me conta do meu sangue... todo o sangue que derramei foi inútil para ti: “A vergonha será então para o pecador, maior tormento que as próprias chamas infernais” (São Basílio Magno).

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Você que não tem tempo para Deus... que não reserva um horário para pensar no Juízo. Pare! Pare enquanto é tempo! Que será de sua alma quando comparecer perante o Tribunal de Deus? Você pensa pouco nessa verdade... para você essa verdade está muito longe... longe... muito distante. Não se iluda... a sua hora vai chegar, ou melhor, está muito próxima: “... todo homem não é mais do que um sopro” (Sl 39, 12).

20

No Juízo Particular define onde a alma passará a eternidade: Céu ou Inferno: “... quando uma árvore cai, tanto ao sul como ao norte, no lugar onde cair, aí ficará” (Ecl 11, 3).

21

Jesus Cristo é o nosso Juiz... Ele não delega seu poder, mas virá de “surpresa”. Feliz do católico que estiver “acordado”, isto é, na graça de Deus: “Vós também, ficai preparados, porque o Filho do Homem virá numa hora que não pensais” (Lc 12, 40).

22

Nosso Senhor virá indignado para os mundanos e infiéis... para os que desprezaram, cuspiram e pisaram nas suas graças... esses irão para longe d’Ele: “... o Senhor Jesus, vindo do céu, com os anjos do seu poder, no meio de uma chama ardente, para vingar-se daqueles que não conhecem a Deus, e que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus. O castigo deles será a ruína eterna, longe da face do Senhor e do esplendor de sua majestade” (2 Ts 1, 7-9).

23

Milhões verão a Face do Senhor pela primeira vez e tremerão de pavor diante da sua indignação... pavor que não terá “remédio”: “Quem poderá subsistir ante a face de sua indignação?” (Na 1, 6).

24

Infeliz do católico que despreza a misericórdia de Deus durante essa vida. Será que o mesmo terá coragem de pedir clemência ao Senhor na hora do Juízo? Já será tarde: “Até as paredes que viram o réu pecar tornar-se-ão acusadores” (Hab 2, 11).

25

Milhões de católicos dizem com os lábios e com a vida durante essa vida aqui na terra: “Não quero saber de Jesus Cristo nem da sua doutrina”. No dia do Juízo será a vez do divino Juiz dizer a eles: “Apartai-vos de mim... para o fogo eterno!” “Será tão grande o terror dos pecadores ao ouvir a sua condenação, que se não fossem já imortais morreriam de novo” (Santo Eusébio).

Padre Divino Antônio Lopes FP. “Face a face com o Cordeiro Imaculado”

Fonte: www.filhosdapaixao.org.br