O Sinal da Cruz é o sinal do cristão.

Publicado no dia 17 Maio 2016

Como Fazer o Sinal da Cruz:

O Sinal da Cruz é uma profissão de fé́ no Mistério da Santíssima Trindade, pois quando se diz: "em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo", se está proclamando o Mistério da Santíssima Trindade.

O Sinal da Cruz é o mais antigo e o principal sacramental, isto é, um "sinal sagrado". Ele nos defende do mal, protege contra as investidas do demônio e nos obtém graças de Deus. São Gaudêncio (séc. IV) afirma que, em todas as circunstâncias, ele é "uma invencível armadura dos cristãos".

Segundo a tradição, o Sinal da Cruz remonta ao tempo dos Apóstolos. Alguns afirmam que o próprio Cristo, durante a sua gloriosa Ascensão, abençoou os discípulos com este símbolo de sua Paixão Redentora. Os Apóstolos e demais discípulos teriam, por conseguinte, propagado esta devoção em suas missões.


Já no século II, Tertuliano, o primeiro escritor cristão de língua latina, exortava: "Para todas as nossas ações, quando entramos ou saímos, quando nos vestimos ou tomamos banho, estando à mesa ou acendendo as velas, quando vamos dormir ou nos sentar, no início de nossas obras, façamos o sinal-da-cruz".

Devemos fazer o Sinal da Cruz pela manhã, ao despertar (deve ser o nosso primeiro ato); à noite ao deitar; antes e depois das refeições; no princípio e no fim de qualquer trabalho; antes de começar a oração; nas tentações e nos perigos.
Pode-se fazer o Sinal da Cruz, ao abençoar o filho, com um sinal da cruz em sua fronte.

O Sinal da Cruz se faz de dois modos: persignando-se e benzendo-se.
"Pelo sinal da Santa Cruz, livrai-nos, Deus nosso Senhor, dos nossos inimigos.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém."

O Sinal da Cruz deve ser feito com lentidão, com atenção, com profunda reverência e consciência de que estamos a nos colocar na presença de Deus.

Santo Agostinho dizia: "Se tendes na vossa fronte o Sinal da humildade de Cristo, tende também em vosso peito a imitação dessa humildade".

"O sinal da cruz deve então ser feito com três dedos, pois ele assinala sob a invocação da Trindade; a respeito da qual disse o profeta: ‘quem pendurou com três dedos a massa da terra? ’ (Isaías 40,12). É assim que se desce do alto para baixo, e da direita se passa à esquerda, pois Cristo desceu do Céu à terra e dos Judeus passou para os gentios. 
Persignando-se

Persignar-se é fazer três cruzes com o dedo polegar da mão direita aberta: a primeira na fronte; a segunda na boca; a terceira no peito, dizendo: Pelo sinal † da santa Cruz, livrai-nos Deus, † Nosso Senhor, dos nossos † inimigos. Nossos inimigos, quase sempre, estão dentro de nossa cabeça, como também em nossa própria boca e coração.

Faz-se a primeira cruz na fronte, para que Deus nos livre dos maus pensamentos; a segunda, na boca, para que Deus nos livre das más palavras, e a terceira no peito, para que Deus nos livre das más obras, que nascem do coração.

A Persignação também é sempre feita antes da leitura do Evangelho durante a Santa Missa, mas nesse momento com uma intenção diferente, sobre a fronte para que o Evangelho penetre na nossa mente, sobre a boca para que possamos proclamá-lo, e sobre o peito para que ele fique no nosso coração. Não é necessário fazer o quarto sinal da Cruz (benzer-se) no final.

Benzendo-se: Benzer-se é fazer uma Cruz, com a palma da mão direita, voltada para si, e com todos os dedos juntos e estendidos, da fronte ao peito (na altura do estômago), e do ombro esquerdo ao direito, pronunciando ao mesmo tempo: "Em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo. Amém". O correto é terminar o Sinal da Cruz com as mãos juntas ou postas, frente ao peito.

Os cinco dedos estendidos, representam as cinco chagas de Cristo, que são o Sinal da Cruz. Cristo, com a sua cruz, tira toda a condenação do homem (por isso, da esquerda para a direita).

Como não se benzer: há uma maneira de nos benzermos que agrada particularmente ao diabo, isto é, fazendo um Sinal da Cruz muito rapidamente, sem dizer nada e sem pensar em nada.

"Ao benzer-se, volta para si a palma da mão direita com todos os dedos juntos e estendidos, faz o sinal da cruz da fronte ao peito do ombro esquerdo ao direito. Quando abençoa os outros ou benze outras coisas volta o dedo mínimo para aquilo que abençoa e ao abençoar estende a mão direita mantendo os dedos juntos e unidos."

"Em cada caminhada e movimento, em cada entrada e saída, no vestir, no calçar, no banho, no estar à mesa, no acender as luzes, no deitar, no sentar, no lidar com qualquer ocupação, marcamos a testa com o sinal [da Cruz que é o sinal do cristão]."

O Glória ao Pai nas orações do Santo Rosário e em outras orações:

- Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Assim como era no princípio, agora e sempre, e por todos os séculos dos séculos. Amém.

O Glória ao Pai, ou Doxologia Trinitária, é um hino de louvor à Santíssima Trindade, com o qual normalmente encerramos nossas orações. Não se faz o sinal da Cruz quando se faz o Glória, inclina-se a cabeça levemente em reverência a Santíssima Trindade.

O Pai Nosso na Santa Missa:

Por que na missa não se diz “amém” no final do Pai-Nosso?

A palavra “amém” é utilizada para concluir as orações. No entanto, a oração por excelência, o Pai-Nosso, quando rezado dentro da missa, não é acompanhado pelo “amém” no final. Fora da missa, o “amém” é dito normalmente.
Cabe ressaltar que o Pai-Nosso é a única oração da Igreja que está integrada na liturgia da missa.

Mas qual é a explicação para a ausência do “amém” no Pai-Nosso da missa? É simples: não se diz “amém” porque a oração ainda não terminou.

Depois de todos rezarem o Pai-Nosso até o “… mas livrai-nos do mal”, ao invés de dizer “amém”, o sacerdote continua a oração sozinho. A liturgia chama isso de “embolismo”, ou seja, essa oração que o padre reza sozinho é uma oração que recolhe e desenvolve a oração precedente.

O sacerdote desenvolve a última petição do Pai-Nosso (“livrai-nos do mal”) dizendo:

“Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto, vivendo a esperança, aguardamos a vinda de Cristo salvador.”

E o povo responde com uma aclamação muito antiga, cuja origem se perde nos primeiros séculos da história da Igreja:

“Vosso é o Reino, o poder e a glória para sempre! ”

Assim, o Pai-Nosso fica totalmente integrado à liturgia eucarística, não como um acréscimo, mas como parte fundamental dela.